Entrevista

“Às vezes as pessoas só precisam de alguém que as ouça”

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Rosto Solidário não é uma ideia do Padre Pires mas, muito menos, um órfão da comunidade. A instituição que continua a marcar passo na ajuda ao próximo está mais perto de todos e faz da solidariedade uma bandeira que continua hasteada, como se de uma homenagem aos mais carenciados se tratasse. O Padre Pires “confessou-se” ao “Terras Notícias” sobre o propósito da Rosto Solidário.

 

A Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD), tem as portas abertas há quase dez anos e assume-se como uma instituição local de apoio à família, educação e cidadania global e cooperação para o desenvolvimento. Só no ano passado, doou cerca de 8984 quilos de alimentos, sempre em articulação com a rede social concelhia, mas o apoio aos feirenses não se fica por aqui. Fomos conhecer o rosto da Rosto Solidário, o Presidente da organização, Padre Pires, que nos conta como surgiu o projecto e em que é que os feirenses podem ajudar…A associação nasceu como expressão das necessidades que havia na altura, foi num encontro dos Passionistas de Portugal, em 2006, que surgiu a proposta de criação da ONGD. O padre diz que a ideia não foi sua, porque o “que nasce de uma pessoa morre com a pessoa, o que nasce da instituição pode durar tanto quanto ela”.

Que tipo de apelos surge na associação?
Há os problemas da área social, ligados à pobreza. Muitas vezes resolvem-se com uma melhor gestão, e há casos resolvidos assim, mas há outros que por mais que se estique não chega… dois mais dois nunca foi 20. E há situações de emergência, que requerem soluções de emergência. Quanto ao resto, há situações de pessoas com problemas emocionais, e uma parte significativa de situações de problemas familiares.