Entrevista

Luís Sá: ‘A Câmara aplica mais dinheiro no marketing do que no apoio às pessoas’

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Luís Sá considera que o modelo económico da Câmara Municipal está gasto e pretende por isso ser uma lufada de ar fresco na gestão autárquica. O candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, sublinha que a autarquia tem como prioridade o marketing em detrimento das pessoas, e avisa que a acção social está esquecida, uma área em que o seu partido pretende apostar. Além disso, o candidato do BE está disposto a acabar com as concessões públicas que diz serem lesivas para os feirenses.

 

O que o levou a aceitar o desafio do Bloco de Esquerda para entrar no próximo combate eleitoral?
Já estou inserido na política há algum tempo e julgo que posso dar um contributo para melhorar a política no Concelho, que precisa de uma nova visão. O Bloco de Esquerda tem apresentado ideias novas para melhorar a qualidade vida dos feirenses, precisamente com uma nova visão e novos desafios.

 

E que ideias novas tem para apresentar?
O Bloco de Esquerda quer fazer em Santa Maria da Feira aquilo que está a fazer no país. Queremos criar mais emprego, mais rendimento para as pessoas, aumentar os apoios sociais e melhorar a qualidade de vida de todos. Pretendemos aplicar tarifas sociais para baixar o preço da água e queremos construir mais espaços verdes e de lazer, promovendo uma melhor mobilidade no Concelho. É também nossa ideia melhorar os serviços públicos e cortar nas rendas e nos negócios que têm sido lesivos para a população e que muito pesam no orçamento da Câmara Municipal.

 

E como pretende gerar mais emprego no Concelho?
É evidente há uma desorientação do PSD no modelo empresarial. É necessário mudar o rumo da estratégia empresarial em Santa Maria da Feira. A Câmara coloca a saldo os impostos para a captação de empresas e faz disto uma espécie de paraíso fiscal. Este modelo económico está gasto e já não tem mais nada para dar. No que toca à criação de emprego, a maioria das empresas que se instalou no Concelho foi precisamente para conseguir mão-de-obra barata e pouco qualificada. Estas não são as melhores empresas a ser captadas. Temos de ter um modelo diferente e para que isso aconteça é necessário dotar as zonas industriais com equipamentos de grande qualidade, com redes viárias de qualidade. Além disso, são necessárias infra-estruturas de última geração, mais escolas profissionais e polos universitários. Só assim se conseguirá mão-de-obra qualificada para que as empresas tenham a capacidade modernizar e inovar nos seus produtos.

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